Por Marcelo Vesanterä
Videomaker no time AlfaBeta ✌

Quando ingressei na faculdade de Cinema e Animação, em 2010, rolou aquela cena clássica em que os professores pediam aos alunos que se apresentassem dizendo o nome, cidade e qual cargo que gostariam de ocupar na produção audiovisual. Como eram oito professores, ao final da semana todos já haviam decorado quem queria ser roteirista, diretor, diretor de fotografia ou, sei lá, produtor. Ninguém havia escolhido direção de som.

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Eu chegando para o primeiro dia da faculdade.

A verdade é que a maioria das pessoas se preocupa mais com a qualidade da imagem, da história, diálogos ou cenários e deixa o som como o último item da lista de prioridades de uma produção – se você sempre teve essa preocupação com o som, parabéns, mas já aviso que ninguém gosta de um sabe-tudo =P

Foi por isso que, na primeira aula de Áudio I, todos ruborizaram quando a primeira coisa que o professor perguntou foi: “Imagino que ninguém aqui quer trabalhar só com som. Estou certo?”

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Nossa reação foi mais ou menos assim.

Mas vamos falar um pouco sobre a história do som no cinema. O primeiro filme a implantar o som foi o clássico O Cantor de Jazz, de 1927. Dizem que, na época, o público ficou meio dividido com a novidade – dizem, né, eu não estava lá pra saber se é verdade. Um dos grandes ícones do cinema na época, Charles Chaplin só utilizou o som pela primeira vez em seu filme Tempos Modernos, em 1936, e mesmo assim foi através da música. Cantando na Chuva (1952) conta um pouco dessa transição do cinema mudo para o cinema falado em um gênero que estava nascendo lá em 1927: o musical.

Com o tempo, muitos diretores souberam se aproveitar do som para criar atmosferas e sensações únicas em seus públicos. Em Tubarão, de 1975, Steven Spielberg conseguiu criar um vilão de arrepiar até o último fio de cabelo com somente duas notas. O mais incrível é que o tubarão praticamente NÃO APARECIA NA TELA!

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TU DU! TU DU! TUDUTUDUTUDUTUDU… AAAAAHHHHHH!

É difícil imaginar que filmes como O Mágico de OzO Vento Levou ou Casablanca teriam o mesmo impacto no público sem as suas respectivas trilhas sonoras. A sincronia entre imagem e som se tornou tão poderosa que surgiram compositores que só trabalham com cinema, como John Williams (Jurassic ParkIndiana Jones), Hanz Zimmer (O Gladiador,Interstelar), e tantos outros.

Mas isso tudo tem a ver com o quê?

Aqui, na AlfaBeta, nós nos preocupamos muito em entregar um produto audiovisual de qualidade ao nosso cliente. É por isso que não ficamos focados somente no roteiro, na fotografia ou na arte da animação. Nos preocupamos com o casamento entre o som e a imagem, de forma que o produto final tenha o ritmo e a harmonia perfeita para a sua necessidade, seja um vídeo de evento, produto, palestra ou institucional.

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Som e imagem = audiovisual – DUH!

Ao contrário do que Charles Chaplin pensava em 1927, o som não é apenas um complemento. Ele é parte essencial da nossa forma de pensar e criar os nossos vídeos (mas, também, em 90 anos tínhamos mesmo que aprender alguma coisa, né?!).

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